eu queria te entregar um céu
branco não, cinza
não:
eu queria era esconder o presente
no sol que
sobe e tinge a cidade
de bonito
e espera que a gente
acredite em uma espécie de paraíso matinal
que
olha
nem existe
janeiro 19, 2012
janeiro 14, 2012
janeiro 13, 2012
Não sei do que são feitas as chuvas do fim do dia. Sei que o fenômeno existe, pontual como um mito; como se um Deus esquecido o controlasse ou não restasse dúvidas ao acaso. Devo acreditar que a chuva não é apenas água e nuvens e vento e pontualidade? Um fenômeno natural precisa ser verdade, como símbolo. A chuva, se estendendo todos os dias em todas as direções a partir de um centro negro que macula a luz – não o calor –, precisa ser um discurso. Precisa ter uma história.
janeiro 10, 2012
janeiro 09, 2012
janeiro 07, 2012
setembro 12, 2011
in Just-spring
just as in summer
you dance / just
as in summer you
dance / just as in
summer: / & I can
only try
you dance / just
as in summer you
dance / just as in
summer: / & I can
only try
julho 19, 2011
junho 28, 2011
junho 16, 2011
junho 01, 2011
maio 24, 2011
do riso fez-se o pranto
silencioso
e branco como a bruma
das bocas unidas fez-se a espuma
e das mãos espalmadas
fez-se o espanto
da calma
fez-se o vento
que dos olhos desfez a última chama
da paixão fez-se o pressentimento
e do momento
imóvel
fez-se o drama
fez-se de triste
o que se fez amante de sozinho
o que se fez contente
fez-se do amigo próximo, distante
da vida
uma
aventura
errante
silencioso
e branco como a bruma
das bocas unidas fez-se a espuma
e das mãos espalmadas
fez-se o espanto
da calma
fez-se o vento
que dos olhos desfez a última chama
da paixão fez-se o pressentimento
e do momento
imóvel
fez-se o drama
fez-se de triste
o que se fez amante de sozinho
o que se fez contente
fez-se do amigo próximo, distante
da vida
uma
aventura
errante
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