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março 02, 2011

tenho andado meio fraco
como se me esvaziassem de sentido
e teu riso se enchendo
da minha cara onde antes era início apenas por isso
não falo amanhã
vou te ligar ou amanhã vou voltar e sorrir tu sim
mas não pra mim
que a espera seja o passo final
de um punhado
de atos não me importa
tu que diz me incomoda a falta de gosto
das coisas
e nem sei o quanto incomoda

fevereiro 26, 2011

não me tire a vontade
de fazer planos tu me tira
a vontade de saber
onde estamos
se sempre
volto e tudo se encerra
em cenas e espamos
e palavras que não tenho

dezembro 22, 2010

se a falta de culpa não fosse possível
estaria o final perfeito perfeito na cena
que tu volta e encerra o gesto não o medo

dezembro 20, 2010

na sensualidade implícita
dos catálogos de moda importa
mais do que o gosto a forma
das coisas a posse contínua ainda
contínua a casa móvel móvel

novembro 09, 2010

ah se continuar fosse
um gesto
esvaziado de sentido

outubro 22, 2010

te ligo tu nem responde
fica nessa de dizer olha, o que é
que vai ser disso?
e é o que fica como
se houvesse uma resposta
tu para e espera
nuvens estrelas
mas não há o que tenho
é vontade e movimento olho e espero
toco a campainha com medo de te encontrar
sem respostas

outubro 08, 2010

queria um final perfeito
com janelas abertas
e o sol enchendo a sala a luz
passava
as tardes agitada a vida em
espasmos de espaço [um gesto
que não fez um email que não mandou
um punhado de coisas que não quis]
mas não desistia
quando podia parava
fazia planos amanhã vou caminhar
até ficar cansada
pensava amanhã vou voltar
e sorrir
amanhã vou escrever
mais
mas não tinha tempo
nem vontade amanhã vou desligar amanhã
vou mudar amanhã vou desistir

a liguagem não era suficiente
escrevia i don't want this shit
to be
this
shit
anymore
e i don't want my shit to be your shit anymore
e i want my shift back
e hate me
e nunca fazia nada

setembro 30, 2010

quando estela quis ir
fez que queria ficar, colocou
as mãos na cintura
e disse oh tempo oh vida oh vontade de
não existir
mas não assim. como fingir
que está tudo ok quando não está? e continuar: estela sabia
que o tempo era contínuo, não a vida.
a vida era whatever.

setembro 18, 2010

guarda a casa o que tem
de mais parece ser lógica
tu sempre volta
e diz não
importa o início
e fico aqui como se não importasse acho
que não importa posso só
te escrever não gosto de falar
gosto que esteja
certo gosto de gostar de gostar de gostar mas erro
como antes [como já fiz]
faço pouco da falta
de luz tu faz que não te importa o meio umas estrelinhas
que só existem
na tua testa