alone thinking about implied bright
things (& implying feelings
in these lines) i momentarily remember
your last nigth's question
& how i didn't answer it
but if you was here to ask me
now
i would answer that
tonight this hot hot night
what i want to hear you asking
is if i like
you
ask: 'do you like
me?' ask me!
& then
i can stay
in silence silence
a so closer-deep-quiet
silence that looks into
your eyes says to me
i'd might look (touch
with my lips) your half
-opened lips
& smile smile smile again
'cus is not because i like you
that i have to say that i like you
fevereiro 11, 2007
fevereiro 03, 2007
pedaços de beijos-
roxos os larápios
se entreolham sufoca
dos ca cos
pois de tudo
pe
sam no mundo
desnudos & ríspidos
& na tardedensa [é tarde
é i meeen sa a tarde]
lamúriaslilases riscam o alívio
[abril?
na levemanhã as paredes-
batom
apodrecem o tempo
gizdecera préescolar
& do mundo sósorrir
os matagais présedutores
restam
grato aos-
já é abril?]
violentos bailes frebis
grato à senhorita por me conceder essa contradança
reverência leve
sorriso leve
leve
leve-me: grato ao orgasmo
grato ao orgasmo
sorriso-convulsão no vór
tice para den
tro de si
mesmo-
leve
nem mesmo o menortoque
pedaçosroxos despedaçados
os beijos se entreolham
roubado
hoje é tarde quando
for tarde &
é tarde
& os roxos beijos
despedaçam os pedaços
da minha tarde
em rimas aos estilhaços & ardê
ncias [gardênias?
outras sugestões lascivas
passos de dança
& outras varições frenéticas
mordidas-
beijos
aos poucos mosaicos
os poucos & perdidos
beijos aos mosaicos
roxos os larápios
se entreolham sufoca
dos ca cos
pois de tudo
pe
sam no mundo
desnudos & ríspidos
& na tardedensa [é tarde
é i meeen sa a tarde]
lamúriaslilases riscam o alívio
[abril?
na levemanhã as paredes-
batom
apodrecem o tempo
gizdecera préescolar
& do mundo sósorrir
os matagais présedutores
restam
grato aos-
já é abril?]
violentos bailes frebis
grato à senhorita por me conceder essa contradança
reverência leve
sorriso leve
leve
leve-me: grato ao orgasmo
grato ao orgasmo
sorriso-convulsão no vór
tice para den
tro de si
mesmo-
leve
nem mesmo o menortoque
pedaçosroxos despedaçados
os beijos se entreolham
roubado
hoje é tarde quando
for tarde &
é tarde
& os roxos beijos
despedaçam os pedaços
da minha tarde
em rimas aos estilhaços & ardê
ncias [gardênias?
outras sugestões lascivas
passos de dança
& outras varições frenéticas
mordidas-
beijos
aos poucos mosaicos
os poucos & perdidos
beijos aos mosaicos
janeiro 30, 2007
libertinos
As noites bem que poderiam ser mais longas & frias, mais longas frias & absurdas – & nós bem que poderíamos termos mais lareiras mais abraços mais garrafas de vinho: mais calores, digo. As noites bem que poderiam ser mais lúbricas – as tardes deveriam ser mais lúbricas; as manhãs deveriam ser mais lúbricas: os dias deveriam ser mais lúbricos – as noites bem que poderiam ser mais lúbricas – mais longas & frias mais longas & frias mais quentes: bem que poderíamos termos mais garrafas de vinho, bem que poderíamos – quem sabe ficarmos bêbados por longas noites longas frias & quentes: talvez devêssemos fazer mais sexo & talvez acabássemos estuprando a noite da maneira exatamente correta de se estuprar a noite – talvez um blues; talvez um jazz; talvez um gemido, um grito alto. Talvez nas noites frias, nas noites longas, fosse necessário fazer sexo por um bom tempo – & por isso as noites deveriam ser mais longas, as noites mais frias, para que fizéssemos mais sexo ébrio & sorvêssemos a noite um no umbigo do outro – um na genital do outro – adjetivando-nos: lúbricos, telúricos, lascivos, concupiscentes: libertinos.
dezembro 20, 2006
novembro 29, 2006
novembro 21, 2006
dois cummings por renan
in just-
já Quase-
primavera quando o mundo é doce-
barro o pequeno
baloeiro coxo
assovia longe e baixinho
e jocaegui vêm
correndos das bulicas e
piratarias e é primavera
quando o mundo é lamaravilha
o esquisito
velho baloeiro assovia
longe e baixinho
e dudaebel vêm dançar
cirandas e pular-corda e
é primavera
e o baloeiro
pédeBode assovia
longe
e
baixinho
* * *
Buffalo Bill
Buffalo Bill
defunto
que montava
um garanhão prata
maciocomoágua
e derrubava umdoistrêsquatrocinco pombosdessejeito
Jesus
ele era um homem elegante
e o que eu quero saber é
como vocêr quer seu menino olhosazuis
Senhora Morte
novembro 13, 2006
cartier-bresson
novembro 07, 2006
licoroso francês (ou paris é um affair)
os suspiros envoltos
em doces abraços
embebidos de cherry
brandy eram na verdade
tentáculos óbvios
agora, imóvel no banco da praça
noto que você, andando
ao léu em volta da torre
é bem mais conceitual
do que concebi na cama
com um sorriso amarelo
engulimos a seco uma
declaração de amor inventado
em doces abraços
embebidos de cherry
brandy eram na verdade
tentáculos óbvios
agora, imóvel no banco da praça
noto que você, andando
ao léu em volta da torre
é bem mais conceitual
do que concebi na cama
com um sorriso amarelo
engulimos a seco uma
declaração de amor inventado
novembro 06, 2006
poesia (ainda) de carnaval [Lavínia Rotrèvre]
a avenida era extremamente colorida.
a escola, a bateria
e as passistas também.
só eu era cinza.
eu era a cabrocha que queria
sambar ouvindo rock
inglês.
por isso fiquei em casa
bebendo uma xícara de chá
e usando roupas bem-comportadas,
sem lantejoula nenhuma.
mas, só de fantasia,
uma vez eu fui uma puta
cheia de glitter e purpurina.
às cinco em ponto sentei na mesa,
de cinta-liga e mini-saia,
e pedi que me servissem o chá.
às sete fui para a festa
e às nove e meia voltei
por algumas horas a ser aquela
brasileira de sempre.
duas e dezoito da manhã fui embora do seu apartamento
sem dizer adeus
sem dizer nem mesmo meu nome.
já em casa, às quatro e quarenta e três,
tomei a última garrafa de vinho francês
que restou da minha decadência.
uma cachaça cairia bem.
a escola, a bateria
e as passistas também.
só eu era cinza.
eu era a cabrocha que queria
sambar ouvindo rock
inglês.
por isso fiquei em casa
bebendo uma xícara de chá
e usando roupas bem-comportadas,
sem lantejoula nenhuma.
mas, só de fantasia,
uma vez eu fui uma puta
cheia de glitter e purpurina.
às cinco em ponto sentei na mesa,
de cinta-liga e mini-saia,
e pedi que me servissem o chá.
às sete fui para a festa
e às nove e meia voltei
por algumas horas a ser aquela
brasileira de sempre.
duas e dezoito da manhã fui embora do seu apartamento
sem dizer adeus
sem dizer nem mesmo meu nome.
já em casa, às quatro e quarenta e três,
tomei a última garrafa de vinho francês
que restou da minha decadência.
uma cachaça cairia bem.
novembro 04, 2006
outubro 24, 2006
dois poemas
Blues Total (Lavínia Rotrèvre)
ilusões mulatas no meu corpo branco
samba
bossa
meu gingado no teu gingado.
na quarta-feira, totally blues.
[nem tenho mais melanina]
fiquei meio deprimida
quando tudo se acabou
em sujeira
maquiagem borrada
cheiro de suor
[teu suor?]
e um comprimido de engov.
nem tenho mais porque atravessar a avenida.
blues total.
* * *
magistral (Renan Fagundes)
duas estocadas
e já não sabemos
quem é quem
ilusões mulatas no meu corpo branco
samba
bossa
meu gingado no teu gingado.
na quarta-feira, totally blues.
[nem tenho mais melanina]
fiquei meio deprimida
quando tudo se acabou
em sujeira
maquiagem borrada
cheiro de suor
[teu suor?]
e um comprimido de engov.
nem tenho mais porque atravessar a avenida.
blues total.
* * *
magistral (Renan Fagundes)
duas estocadas
e já não sabemos
quem é quem
outubro 23, 2006
não tem mar (Lavínia Rotrève e Renan Fagundes)
sem que ninguém perguntasse
e com se não tivesse (me dito para fugir)
andei por toda a cidade
e que olhava o mar eu fingi
sem que ninguém me falasse
ou que alguém me quisesse (para se divertir)
larguei de tanta bondade
e que pretendia amar eu menti
sem que ninguém perguntasse
e com se não tivesse (me dito para fugir)
andei por toda a cidade
e que olhava o mar eu fingi
não tem mar
não tem niguém aqui
e com se não tivesse (me dito para fugir)
andei por toda a cidade
e que olhava o mar eu fingi
sem que ninguém me falasse
ou que alguém me quisesse (para se divertir)
larguei de tanta bondade
e que pretendia amar eu menti
sem que ninguém perguntasse
e com se não tivesse (me dito para fugir)
andei por toda a cidade
e que olhava o mar eu fingi
não tem mar
não tem niguém aqui
outubro 18, 2006
diz,tra[i]ções
peço emprestado o zippo prateado
e acendo meu cigarro
distraída
esquecendo-me que já não fumo
deixei o vício logo que você me deixou
e agora com ciúmes desse cigarro
que você traga distraído
traio-me com sua distração
depois acabo acendendo mais vários malboros lights
com o bic branco que alguém me vendeu
e observo você cada vez mais e mais longe
preciso voltar e olhar de novo aqueles dois cinzeiros
vazios
Lavínia Rotrèvre
e acendo meu cigarro
distraída
esquecendo-me que já não fumo
deixei o vício logo que você me deixou
e agora com ciúmes desse cigarro
que você traga distraído
traio-me com sua distração
depois acabo acendendo mais vários malboros lights
com o bic branco que alguém me vendeu
e observo você cada vez mais e mais longe
preciso voltar e olhar de novo aqueles dois cinzeiros
vazios
Lavínia Rotrèvre
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